Terça, 26 de Outubro de 2021
Política MEIO AMBIENTE

Criação de abelhas protege meio ambiente e gera renda

Atividade ganha impulso e contribui para a preservação da biodiversidade e a economia do Espírito Santo

01/10/2021 às 14h19
Por: Redacão
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Criação de abelhas protege meio ambiente e gera renda

Essenciais para a vida humana. As abelhas, mais conhecidas pelas picadas dolorosas e pelo mel, são cruciais para nossa sobrevivência. Isso porque cerca de 70% do que comemos dependem de agentes polinizadores como esses insetos. Em busca do pólen, seu alimento, as abelhas polinizam as plantações do que consumimos. A reprodução da flora depende desse trabalho de polinização.

De acordo com o extensionista do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) Alex Fabian Rabelo Teixeira, a principal contribuição das abelhas é o seu impacto na biodiversidade:

“É um patrimônio genético que deve ser conservado. Há estimativa de 20 a 30 mil espécies de abelhas no planeta. É essa riqueza de espécie que deve ser preservada pelo serviço mais importante que elas exercem, que é a polinização. Existem plantas que são dependentes das abelhas na polinização. O desaparecimento desses insetos traz desequilíbrio alimentar para a humanidade, principalmente por seu trabalho de polinização. Se elas forem extintas, muitas espécies de plantas que dão flores e frutos não existirão”, afirma. 

Abelhas sem ferrão

 

A criação da abelha sem ferrão (ou abelhas nativas), a meliponicultura, também vem crescendo no estado. João Luiz Teixeira Santos, meliponicultor desde 2008 e presidente da Associação dos Meliponicultores do Espírito Santo (AME/ES) desde 2016, conta que o fato de a meliponicultura nacional estar em franco desenvolvimento ajuda a alavancar a atividade por aqui. Ele aponta que o Espírito Santo está tendo uma participação muito ativa no avanço nacional.

 

“Infelizmente não temos um censo que permita falar em números com segurança, mas só de associados, somos hoje mais de 200 pessoas, e há centenas de outros criadores com os quais a associação se relaciona. Então, dá para especular que somos mais de 600, mas podemos passar de mil criadores diretos além, é claro, dos simpatizantes, auxiliares e familiares”, aponta.

João explica que um dos maiores filões, a produção de mel, ainda é incipiente, pois a comercialização é dificultada por conta da legislação, feita sob medida para a apicultura. “O mel das abelhas nativas possui características físico-químicas diferentes da apicultura e, assim, o mel nativo fica fora dos parâmetros estipulados para o mel da apicultura, então, não pode ser comercializado formalmente”, lamenta.

O criador também destaca que, após a superação dos entraves legais, muitas possibilidades poderão ser exploradas, já que o estado tem uma boa diversidade de abelhas sem ferrão. “Temos várias espécies que podem ser utilizadas para produzir uma carta de meles, tais como jataí, uruçu, mandaçaia, pé-de-pau, mandaguari e tubuna”.

Enquanto a produção de mel não decola, as negociações de colônias ajudam na movimentação da economia, já que o setor representa importante fonte de renda para criadores com interesse comercial. João destaca também o impacto econômico em toda a cadeia de produção, como a fabricação e vendas de caixas, materiais e acessórios

Além dos ganhos financeiros, o meliponicultor pode usufruir de outras vantagens da criação. “A atividade pode representar importante fator de entretenimento e até como terapia, pois são claros os indicativos de sua eficiência para controlar problemas como a depressão”, destaca.

 

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